Isaias 65,17

“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”.

JESUS

Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo

São Francisco de Assis

Altíssimo, onipotente e bom Senhor, a ti subam os louvores, a glória e a honra e todas as bênçãos! A ti somente, Altíssimo, eles são devidos, e nenhum homem é sequer digno de dizer teu nome. Louvado sejas, Senhor meu, junto com todas tuas criaturas, especialmente o senhor irmão sol, que é o dia e nos dá a luz em teu nome. Pois ele é belo e radioso com grande esplendor, e é teu símbolo, Altíssimo.

A felicidade não é deste mundo

Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor, são condições essenciais da felicidade.

S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.

Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Tempestades Solares

Tempestade Geomagnética 


Tempestade geomagnética é o nome que se dá a um distúrbio que ocorre quando há erupções solares com ejeções maciças de massa da coroa solar e um grande fluxo de radiação emitida pelo Sol atinge o campo magnético e a atmosfera da Terra. Quando fortes rajadas de vento solar alcançam a Terra, as ondas de radiação se chocam com a magnetosfera, alterando a intensidade e a direção do campo magnético terrestre. 

Em casos extremos pode causar quedas de energia elétrica, interferência no funcionamento dos satélites de comunicações e de instrumentos de navegação, com efeitos imprevisíveis sobre o clima. As auroras boreais e austrais são espetáculos luminosos que ocorrem com as tempestades geomagnéticas. 


No princípio era uma imensa nuvem de gases e poeira. Ao longo de milhões de anos essa gigantesca nuvem foi se contraindo e se adensando, até formar o Sol. Do material que sobrou, formaram-se os planetas e outros astros do Sistema Solar. A energia do Sol é gerada pela fusão nuclear no seu núcleo. Fusão é a colisão de átomos em alta temperatura e velocidade que os tornam um único átomo e liberam energia. Ou seja, o Sol é uma usina nuclear natural a 150 milhões de quilômetros. O Sol é uma bola de plasma (o quarto estado da matéria - sólido, líquido, gasoso e plasma). As condições de pressão extrema e temperaturas inimagináveis transformam o hidrogênio em hélio. Calcula-se que a cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogênio são transformadas em hélio. As erupções solares são explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético. 

A atividade na superfície solar pode causar altos níveis de radiação no espaço sideral. Esta radiação pode vir como partículas ( plasma ) ou radiação eletromagnética ( luz ). O Sol libera porções de energia eletromagnética quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, acima das manchas solares, explode, produzindo um forte pulso de radiação que abrange espectro eletromagnético, desde as ondas de rádio até os raios X e raios gama. Os gases emergem da superfície e são lançados na coroa solar, onde atingem temperaturas de mais de 1,5 milhões de graus centígrados, formando arcos chamados anéis coronais, enormes bolhas de gases ionizados com até 10 bilhões de toneladas. Depois, esfriam e voltam a se chocar com o Sol a uma velocidade próxima a 100 quilômetros por segundo. 

As ejeções de massa coronal, que são partículas de altas energias, lançadas no espaço interplanetário podem transportar 10 bilhões de toneladas de gás eletrizado e superam a velocidades de um milhão de quilômetros por hora. Quando atingem a Terra, a magnetosfera do planeta desvia a maior parte da radiação, mas uma parte pode chegar à atmosfera superior, causando as tempestades geomagnéticas. 

Em ciclos que duram em média 11 anos, o Sol passa por períodos de diminuição e aumento de suas atividades. Na superfície do Sol ou fotosfera, onde a temperatura superficial é de aproximadamente 6.000 graus célsius, é onde são observados os fenômenos. Nos períodos de aumento da atividade, as explosões de plasma na superfície do Sol podem levantar uma nuvem de partículas treze vezes maior que a Terra e lançar uma bolha para o Sistema Solar a mais de 1,6 milhão km/h. O fenômeno conhecido como vento solar, arrasta gases evaporados dos planetas, poeira meteórica e raios cósmicos de origem galáctica. Quando interage com o campo magnético da Terra, provoca as tempestades geomagnéticas. 

A Terra recebe radiação de diferentes energias e origens do espaço, mas sua superfície está razoavelmente protegida por diversas camadas da atmosfera. A magnetosfera funciona como um escudo protetor de plasma, onde partículas carregadas são controladas pelo campo magnético que desvia a maior parte das partículas energéticas que chegam ao planeta. Um fluxo de radiação eletromagnética emitida pelo Sol chega à Terra constantemente e sofre influência do campo geomagnético e da atmosfera terrestre, que impedem que o planeta seja atingido diretamente e fazendo com que o vento solar flua em torno do campo. Mas a magnetosfera pode se tornar perturbada e alterar sua intensidade e direção quando o Sol apresenta um número grande de erupções e nuvens de partículas solares de alta velocidade atingem o planeta. A radiação transborda a magnetosfera e ioniza outras regiões da atmosfera trazendo diversas consequências eletromagnéticas e climáticas. 

A radiação solar pode chegar à Terra em uma ou duas horas após uma grande erupção solar, em seguida as "nuvens de partículas" de alta energia atingem o planeta durante alguns dias. Alguns dias depois são as partículas de média e baixa energia que conseguem penetrar em maior número a magnetosfera, provocando uma tempestade geomagnética. Nestas ocasiões as radiações atingem a baixa atmosfera, criando cargas elétricas isoladas que são descarregadas, causando interferências eletromagnéticas. 

As intensidades das tempestades geomagnéticas, desde fracas até muito fortes, podem causar diferentes danos elétricos, principalmente nas latitudes altas, onde se concentram seus efeitos. O fluxo magnético vindo do Sol pode provocar fortes ondas de descarga elétrica nos cabos de transmissão de força, causando: curtos-circuitos, queima de equipamentos, panes em sistemas elétricos e redes de distribuição de energia, prejudicando circuitos integrados, computadores de bordo, satélites, foguetes etc. Em caso extremo podem causar blecautes nos sistemas de transmissão e nos transformadores de energia elétrica das cidades, com muitos prejuízos para indústrias, residências, hospitais e empresas. 

Em 1989 uma tempestade impediu o funcionamento de usinas nucleares nos EUA, isso pode deixar grandes regiões sem energia elétrica por semanas. Também pode haver indução de tensão ao longo de condutores ao nível de aterramento, afetando linhas de dutos de gás e petróleo. A radiação de uma tempestade geomagnética afeta os equipamentos eletrônicos dos satélites, prejudicando as comunicações. Os sistemas, cada vez mais, miniaturizados se tornam mais vulneráveis e microchips danificados podem mudar comandos de softwares nos computadores de bordo. 


Em uma tempestade geomagnética as camadas superiores da atmosfera se aquecem e se expandem, e podem mudar a altura, retardar ou modificar a órbita dos satélites que podem ser danificados ou perdidos com o decaimento de suas órbitas. Esse foi um dos motivos da queda do laboratório de estudos norte-americano Skylab, em 1979. Os satélites que passam pela América do Sul estão mais suscetíveis a problemas pela anomalia magnética do Atlântico Sul, que permite que as partículas energéticas emitidas entrem com mais facilidade na região. Os sistemas de comunicação como TV a cabo e aparelhos celulares, que operaram por sinais de satélites, pode sofrer interferências. Nas tempestades geomagnéticas a ionosfera se altera, devido as correntes e as partículas de energia, afetando negativamente as comunicações e rádio navegação. Algumas interferências pelas ondas geradas agem como ruído nas frequências e pode ser observada na tela da TV ou nas transmissões de rádio, isso degrada os sinais utilizados pelo GPS e outros sistemas de navegação, que perdem o sinal e tem sua precisão comprometida. As linhas de telégrafo também já foram afetadas por tempestades geomagnéticas no passado. 


Partículas de alta energia liberadas pelas erupções solares podem ser tão prejudiciais aos seres humanos quanto a radiação das explosões nucleares. A atmosfera e a magnetosfera da Terra em geral permitem a proteção adequada dentro de seus limites, mas os astronautas no espaço estão sujeitos a doses potencialmente letais de radiação. A penetração de partículas de alta energia em seres vivos pode causar danos aos cromossomos, o câncer, e muitos outros problemas de saúde e doses grandes podem ser fatais imediatamente. Os prótons solares com energias superiores a 30 Mega eletronvolts (MeV) são particularmente perigosos. Os raios cósmicos e, principalmente, a radiação do Sol, podem causar sérias doenças aos astronautas, podendo levá-los à morte, por isso a previsão do tempo espacial é critico para prever com antecedência segura as ondas de radiação que ameacem os astronautas e os equipamentos das espaçonaves. Para que astronautas viagem à Lua ou Marte, em segurança, será necessário que a espaçonave possua um compartimento totalmente blindado para que possam se proteger das radiações intensas. 

As partículas mais perigosas são os íons - átomos que perderam um ou mais de seus elétrons. Íons de alta energia podem danificar os tecidos e quebrar as cadeias de DNA, causando problemas de saúde que vão dos enjoos até a catarata e o câncer. Cientistas descobriram, através do observatório Soho, que nuvem de íons, grande causadora de danos à satélites e seres humanos, é emitida pelo Sol junto com uma nuvem de elétrons. 

O Sol está em um período de atividade intensa, conhecido como “máximo solar”, que deve atingir seu auge em 2013. Em 1859 aconteceu uma erupção solar e, na Terra, os fios soltaram faíscas que deram choques nos operadores de telégrafo, botando fogo no papel. 


Foi a maior tempestade geomagnética de que há registros históricos. O Sol arremessou bilhões de toneladas de elétrons e prótons sibilantes para a Terra e, quando essas partículas bateram no campo magnético do planeta, criaram auroras espetaculares nas cores vermelho, verde e roxo no céu noturno, além de correntes poderosas de eletricidade que saltaram do chão para os fios, sobrecarregando os circuitos. 

Se uma tempestade dessas acontecesse no século XXI, muito mais do que fios e papel estaria em risco. Alguns satélites de telecomunicação muito acima da Terra seriam desligados. Os sinais do GPS ficariam misturados. E o surto de eletricidade vindo do chão ameaçaria as redes elétricas, quem sabe deixando um continente ou dois nas trevas. 

Segundo cientistas, é impossível prever quando a próxima tempestade solar monstro vai acontecer e, igualmente importante, se a Terra estará em seu caminho. O que eles sabem é que com mais manchas solares, acontecem mais tempestades, e no outono do Hemisfério Norte o Sol atingirá o pico do ciclo de 11 anos de manchas solares. 

As manchas solares são regiões de campos magnéticos turbulentos onde se originam as explosões solares. O fluxo e refluxo são observados há séculos, mas somente nas últimas décadas os cientistas solares descobriram que os campos magnéticos dentro das manchas podem liberar as rajadas brilhantes de luz chamadas de explosões solares e as erupções gigantes de partículas carregadas conhecidas como ejeções de massa coronal. 

Os especialistas estão divididos quanto às consequências na Terra de uma erupção solar cataclísmica, conhecida como evento de Carrington, em homenagem ao astrônomo amador britânico que documentou a tormenta de 1859. 

Um apagão continental afetaria milhões de pessoas, "mas é administrável", disse John Moura, da North American Electric Reliability Corp, associação sem fins lucrativos fundada por empresas de energia para ajudar a gerenciar a rede elétrica. Segundo ele, a maior parte da rede poderia ser religada dentro de cerca de uma semana. Outras pessoas são mais pessimistas, preocupando-se que uma erupção enorme e na direção certa causaria não apenas o apagamento das luzes como também danificaria transformadores e outros componentes críticos da rede.  Alguns lugares poderiam ficar sem eletricidade durante meses e uma "falta crônica de vários anos é possível", de acordo com o Conselho Nacional de Pesquisa, a divisão de pesquisa da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. 

"Sempre existe a chance de uma grande tempestade e as consequências potenciais de uma grande tormenta deixam todo mundo preocupado", afirmou William Murtagh, coordenador de programa do Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais, integrante da Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA. 

O exemplo mais estudado e inequívoco da capacidade solar de prejudicar redes elétricas aconteceu em 13 de março de 1989, na província canadense do Quebec. Nas primeiras horas da manhã, uma tempestade solar gerou correntes nos fios de transmissão, desligando disjuntores. Em questão de minutos, um apagão tomou conta da província, fechando empresas, escolas, aeroportos e metrôs até a energia ser religada, no fim daquele dia. O Canadá foi atingido novamente poucos meses depois, quando outra tormenta solar levou a culpa pelo desligamento de computadores na Bolsa de Valores de Toronto, impedindo as transações. A organização de Moura divulgou um estudo no ano passado dizendo que as distribuidoras teriam aviso suficiente para desligar a rede e proteger os transformadores; uma força-tarefa de acompanhamento fará um estudo minucioso para determinar o grau de vulnerabilidade dos transformadores. 

"Existe a sensação neste campo de que nós não temos todas as respostas", afirmou Antti Pulkkinen, cientista do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. 

Os perigos não vão passar antes do fim da máxima solar – o período de maior atividade do Sol. Mesmo quando tranquilo, com poucas manchas solares, o Sol ainda pode produzir uma erupção gigante. As explosões solares, que viajam à velocidade da luz, chegam à Terra em menos de oito minutos e meio e podem derrubar parte das comunicações por rádio. Porém, a maior fonte de preocupações são as ejeções de massa coronal, na qual bilhões de toneladas de elétrons e prótons são expelidos do Sol e aceleram a mais de 1,6 milhão de quilômetros por hora. As partículas, que geralmente demoram de dois a três dias para percorrer os 149 milhões de quilômetros entre o Sol e a Terra, não atingem a superfície; elas são repelidas pelo campo magnético do planeta. Contudo, elas ficam presas no campo. Esse vaivém contínuo gera novos campos magnéticos, a maioria no lado noturno do planeta, e estes, por sua vez, induzem correntes elétricas no chão. Tais correntes saem do chão e sobem nas linhas de transmissão elétrica. 

"De certa forma, estamos jogando roleta russa com o Sol", disse John Kappenman, engenheiro elétrico proprietário da Storm Analysis Consultants que vem alertando quanto a uma catástrofe em potencial. 

Até agora, o presente ciclo solar desafiou a compreensão fácil. Ele começou mais tarde – tão tarde que, para alguns, era o começo de um longo período de tranquilidade, como em meados do século XVII, quando quase nenhuma mancha foi vista no Sol durante décadas. O Sol está mais tranquilo do que os peritos esperavam e, por ora, parece ter chegado prematuramente ao ponto máximo. Os dois hemisférios solares estão fora de sincronia. O hemisfério norte está adiante da curva, tendo produzindo um grande número de manchas no final de 2011 e depois se aquietado; o hemisfério sul permaneceu praticamente em sossego durante esse tempo todo. 

A enorme erupção solar de julho de 2012 partiu na direção errada, para sorte da Terra, mas passou pelo Stereo, equipamento de observação solar da NASA. Os dados do Stereo ajudarão os computadores a prover o que pode acontecer na rede elétrica. 

Na manhã de 1º de setembro de 1859, o astrônomo amador britânico Richard C. Carrington desenhava um grande grupo de manchas solares quando viu um lampejo branco ofuscante engolfá-las – era uma explosão solar. As correntes magnéticas que geraram a explosão provocaram uma ejeção de massa coronal. Quando as partículas atingiram a Terra, menos de 18 horas depois, criaram uma corrente elétrica que desarmou os circuitos telegráficos. 

Um telegrafista de Washington relatou que a testa tocou um fio terra e "imediatamente recebi um choque elétrico muito severo" e "um velho que estava sentado de frente para mim, a pouca distância, disse ter visto uma centelha de fogo saltar da minha testa para o vibrador do telégrafo". 

Como não aconteceram outros eventos de Carrington desde então, os cientistas sabem que tais distúrbios são raros. Porém, também sabem que essa não foi a única tempestade solar a atingir a Terra em seus 4,5 bilhões de história. Tormentas solares do tamanho de Carrington "têm cem por cento de chance de se repetirem", garantiu Kappenman. 

E quando se repetirem, os transformadores e outros componentes importantes da rede elétrica sofrerão danos severos. Os grandes transformadores são caros e as companhias elétricas não dispõem de muitos sobressalentes à mão. Alguns locais poderiam ficar sem energia durante meses. Ainda segundo ele, "pense no furacão Sandy multiplicado por cem". 

A espaçonave da NASA encarregada de observar o Sol continua registrando as manchas solares, podendo auxiliar a avisar quais regiões parecem propensas a entrar em erupção. Embora a nave possa contar o tamanho da erupção, é impossível determinar um fator importante: para qual lado o campo magnético está apontando dentro do enxame de partículas. Caso o campo esteja virado para o norte, o campo magnético da Terra pode absorver o choque razoavelmente bem. Entretanto, caso esteja apontando para o sul, na direção oposta do campo da Terra, os campos magnéticos basicamente desligam e religam – "curtos-circuitos" magnéticos que liberam grandes explosões de energia. 

A NASA dispõe de um satélite, o Explorador de Composição Avançado (ACE, sigla em inglês), que pode avisar para qual lado o campo está virado. Porém, o ACE está a apenas 1,5 milhão de quilômetros da Terra, num ponto onde as forças gravitacionais do Sol e da Terra se cancelam. Quando ele fizer essa medição crucial, uma ejeção de massa coronal gigante em alta velocidade poderia estar a apenas dez minutos de distância. As distribuidoras de energia teriam de tomar rapidamente suas decisões finais – e, quem sabe, provocar deliberadamente um apagão continental – para proteger a rede elétrica de um dano maior. 

Apagões isolados podem causar caos, como ocorreu em julho, na Índia, quando mais de 600 milhões de pessoas ficaram sem energia durante várias horas em dois dias consecutivos. Já um blecaute de longa duração, como o que poderia acontecer no caso de uma enorme tempestade solar, teria efeitos mais profundos e custosos. Um relatório da Academia Nacional de Ciências estimou que cerca de 365 transformadores de alta voltagem no território continental dos EUA poderiam sofrer falhas ou danos permanentes, que exigiriam a substituição do equipamento. A troca poderia levar mais de um ano, e o custo dos danos no primeiro ano após a tempestade poderia chegar a US$ 2 trilhões, disse o relatório. As áreas mais vulneráveis ficam no terço leste dos EUA, do meio-oeste à costa atlântica, e no noroeste do país. A rede elétrica nacional foi construída ao longo de décadas para transportar a eletricidade ao preço mais baixo entre os locais de geração e consumo. Uma grande tempestade solar tem a capacidade de derrubar a rede, segundo o relatório dos cientistas. De acordo com estimativas do relatório, mais de 130 milhões de pessoas nos EUA poderiam ser afetadas. Outros países também sentiriam o impacto se uma supertempestade solar atingisse seu sistema de energia, mas o dos EUA é tão amplo e interconectado que qualquer grande impacto teria resultados catastróficos no país.

Fonte:

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-03-30/cientistas-avaliam-consequencias-das-tempestades-solares.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempestade_geomagn%C3%A9tica

Vai ai um asteroide?

Asteroides 

Os asteroides são corpos rochosos e metálicos que possuem órbita definida ao redor do Sol, fazendo parte dos corpos menores do sistema solar. Possui geralmente da ordem de algumas centenas de quilômetros apenas. É também chamado de planetoide. O termo "asteroide" deriva do grego "áster", estrela, e "oide", sufixo que denota semelhança. São semelhantes aos meteoros, porém em dimensões bem maiores, possuindo formas e tamanhos indefinidos. Já foram catalogados mais de 20 mil asteroides, sendo que diversos deles ainda não possuem dados orbitais calculados. São desconhecidos quase todos os de menor tamanho, os quais acredita-se que existam cerca de 1 milhão. Estima-se que mais de quatrocentos mil possuam diâmetro superior a um quilômetro. Se juntássemos a massa de todos os asteroides conhecidos, ela seria inferior à massa da Lua. 


Ceres era considerado o maior asteroide conhecido, possuindo diâmetro de aproximadamente 457 quilômetros, mas desde 24 de Agosto de 2006 passou a ser considerado um planeta anão. Possui brilho variável, o que é explicado pela sua forma irregular, que reflete como um espelho a luz do Sol em diversas direções. Os asteroides estão concentrados em uma órbita cuja distância média do Sol é de cerca de 2,1 a 3,2 unidades astronômicas, entre as órbitas de Marte e Júpiter. Esta região é conhecida como Cinturão de Asteroides. No entanto, dentro deste cinturão há diversas faixas que estão praticamente vazias (são as chamadas Lacunas de Kirkwood), que correspondem a zonas de ressonância onde a atração gravitacional de Júpiter impede a permanência de qualquer corpo celeste. Alguns asteroides, no entanto, descrevem órbitas muito excêntricas, aproximando-se periodicamente dos planetas Terra, Vênus e, provavelmente, Mercúrio. Os que podem chegar perto da Terra são chamados EGA (earth-grazers ou earth-grazing asteroids). Um deles é o famoso Eros. Os asteroides troianos constituem outros espécimes particulares de planetoides que orbitam fora do cinturão. 

Há muitas técnicas utilizadas para se estudar as características físicas dos asteroides: fotometria, espectrofotometria, polarimetria, radiometria no infravermelho etc. A superfície da maior parte deles é comparável à dos meteoritos carbônicos ou a dos meteoritos pétreos. 

De acordo com as teorias mais modernas, os asteroides seriam resultado das condensações da nebulosa solar original, mas que não conseguiram aglomerar toda a matéria em volta na forma de um planeta devido às perturbações gravitacionais provocadas pelo gigantesco planeta Júpiter. Outra teoria afirma que aí existia um planeta, mas que foi destroçado pela sua proximidade com Júpiter. Muito do conhecimento sobre asteroides vem do exame das rochas e dos fragmentos do espaço que caem na superfície da Terra, destes 92.8 porcento são compostos de silicato (pedra), e 5.7 porcento são compostos por ferro e níquel; o restante é uma mistura dos três materiais. Asteroides que estão numa rota de colisão com a Terra são chamados meteoroides. Quando um destes atinge a atmosfera em alta velocidade, a fricção provoca a incineração desta porção de matéria espacial, provocando um raio de luz conhecido por meteoro (também conhecido por estrelas cadentes). Se um meteoroide não arde completamente, o que resta atinge a superfície da Terra e é chamado um meteorito. Meteoritos de pedra são os mais difíceis de identificar porque parecem-se muito com rochas terrestres. 

Entre 208 e 144 milhões de anos atrás, os dinossauros habitaram a superfície terrestre e se tornaram um grupo dominante nos ambientes de terra firme. Muitos desses animais eram herbívoros, mas havia algumas espécies carnívoras que se alimentavam de anfíbios, insetos e até mesmo de outros dinossauros. No final do período Cretáceo ocorreu a extinção dos dinossauros e de diversas outras espécies de animais e plantas. Existem muitas teorias sobre essa extinção em massa de organismos vivos, e uma delas é a de que certos movimentos sofridos pelos continentes provocaram mudanças nas correntes marítimas e também no clima do planeta. Isso fez a temperatura baixar, o que causou invernos mais rigorosos, consequentemente levando ao desaparecimento dos seres vivos que habitavam a Terra. Outra teoria sobre a extinção dos dinossauros, e a que é mais aceita pela comunidade científica, é a de que um asteroide com aproximadamente 10 km de diâmetro tenha atingido a superfície da Terra, gerando uma explosão semelhante a 100 trilhões de toneladas de TNT. 


 Em 1990 essa teoria foi reforçada depois que um grupo de cientistas encontrou, no México, uma cratera com aproximadamente 180 km de diâmetro. Estudos geológicos realizados no local sugerem que essa colisão teria ocorrido há 65 milhões de anos, coincidindo com a época da extinção dos dinossauros. Outro fator muito importante e que dá grande apoio a essa teoria é a descoberta de uma grande concentração de irídio (mineral raro na Terra, mas muito encontrado em meteoritos) em rochas do período Cretáceo. Muitos estudos realizados sugerem que a extinção dos organismos vivos que habitavam a superfície terrestre não ocorreu pelo impacto do asteroide com a Terra e sim por consequência dos efeitos que esse impacto causou. Uma das consequências foi o incêndio de grandes áreas de floresta, que destruiu habitats, exterminando a base das cadeias alimentares, além de ter provocado uma grande poluição do ar. A fuligem e a poeira originadas do impacto do asteroide com a Terra cobriram todo o céu, impedindo que a luz solar chegasse à superfície, deixando a Terra fria e escura. Isso fez com que plantas fotossintetizantes morressem, fazendo com que cadeias alimentares inteiras entrassem em colapso, mesmo nas áreas que não foram atingidas pelos incêndios. Mesmo com o desaparecimento de inúmeras espécies, algumas formas de vida conseguiram sobreviver. Quando encontraram um ambiente com condições adequadas, começaram a se proliferar, originando novos habitats e consequentemente novos nichos ecológicos. 


Em 15 de fevereiro de 2013, um pequeno asteroide explodiu sobre Tcheliabinsk, na Rússia. O choque estilhaçou janelas e feriu cerca de 1.500 pessoas. No mesmo dia, o asteroide 2012 DA14 passou de raspão na Terra. Os políticos americanos ficaram preocupados e chamaram a Nasa para discutir novas estratégias de defesa contra ameaças vindas do céu. Durante a reunião da Nasa com os legisladores na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Bolden pediu que o governo financie programas capazes de detectar e desviar objetos próximos da Terra. Ao ser questionado sobre as providências caso um asteroide já esteja em curso de colisão, Bolden disse: “Se estiver chegando em 3 semanas, rezem”. A ideia da reunião sobre métodos de prevenção contra objetos vindo do céu veio dos próprios políticos, mas eles não gostaram muito do argumento de Bolden. Deputados governistas e da oposição, porém, apreciaram a ideia de injetar mais recursos para tentar evitar tragédias. Em 2005, a Nasa estipulou que identificaria 90% dos asteroides próximos da Terra com mais de 140 metros de diâmetro até 2020. Mas os cortes de verba fizeram com que a porcentagem só tenha chegado a 10% em 2013. Além disso, um sistema de detecção de asteroides capaz de identificar corpos pequenos é muito caro. O consultor científico da Casa Branca, John Holdren, disse que o financiamento anual dedicado ao catálogo de asteroides potencialmente perigosos subiu de US$ 5 milhões para mais de US$ 20 milhões nos últimos dois anos. Mesmo assim, a Nasa estima que o trabalho de identificação de objetos celestes próximos da Terra deve demorar até 2030 se o investimento não aumentar. 


Os cientistas ingleses afirmaram, em 24 de Julho de 2002, que um asteroide pode se chocar com a Terra em 2019. De acordo com os pesquisadores, o objeto batizado de 2002 NT7 tem 2 quilômetros de largura, e poderia devastar um continente com a força do impacto. Alguns outros cientistas acreditam que o objeto não deve atingir a Terra. O programa de Objetos Próximos à Terra da NASA atribuiu ao asteroide a classificação "1" na escala Torino de riscos de impacto, que corresponde a "episódios que merecem cuidadosa observação", mas não preocupação. 



Mas o que Nostradamus tem a ver com isso? Selecionamos duas profecias de Nostradamus que devem ser interpretadas: Nostradamus, Carta a Henrique II. 


"E a um eclipse do sol sucederá o mais escuro e o mais tenebroso verão que jamais existiu desde a criação até a paixão e morte de Jesus Cristo, e de lá até esse dia, e isto será no mês de outubro, quando uma grande translação se produzirá, de tal modo que julgarão a Terra fora da órbita e abismada em trevas eternas". 
Nostradamus, Centúria III, quadra 17. 

"Quando o sol ficar completamente eclipsado, passará em nosso céu um novo corpo celeste, "o monstro", que será visto em pleno dia; os astrônomos interpretarão os efeitos deste corpo de outro modo; por isso ninguém terá provisões, em face da penúria". 

Nostradamus fala de um eclipse antes do corpo celeste chegar a nossa órbita, e diz que os astrônomos interpretarão os efeitos de outra forma. Localizamos uma lista com os eclipses solares previstos para os próximos anos. 

23 de outubro de 2014 - PARCIAL - 77 segundos (máximo) como parcial pela tarde 21 de agosto de 2017 - TOTAL - 2 min. 40 seg. (máximo) como parcial ao meio dia. - E o total nos Estados Unidos. 2 de julho de 2019 - TOTAL - 4 min 32 seg. (máximo) como parcial ao meio dia. - E sua totalidade no mar 14 de outubro de 2023 - ANULAR - 5 min. 17 seg. como parcial pela manhã - ANULAR em USA, YUCATAN, CENTRO AMERICA, NORTE DE SUDAMERICA 

Em 2019 teremos um eclipse total do sol no dia 2 de julho. De acordo com os cientistas, o asteroide pode colidir com a Terra em Fevereiro de 2019. Mas devemos manter nossos olhos abertos, pois a centúria de Nostradamus diz que "os astrônomos interpretarão os efeitos deste corpo de outro modo". 

2012 DA14 é um típico asteroide próximo à Terra. Ele mede cerca de 50 metros de largura, nem muito grande nem muito pequeno, e é provavelmente feito de pedra,. Yeomans estima que um asteroide como 2012 DA14 tem passado em média, a cada 40 anos perto da Terra, mas, na verdade, atinge o nosso planeta apenas a cada 1.200 anos ou mais. O impacto de um asteroide de 50 metros não é cataclísmico - a menos que você seja debaixo dele. Yeomans aponta que um objeto de tamanho semelhante formou a cratera do meteoro milha de largura, no Arizona quando atingiu cerca de 50.000 anos atrás. "Esse asteroide era feito de ferro", diz ele, "o que tornou um projétil especialmente potente." Além disso, em 1908, algo sobre o tamanho de 2012 DA14 explodiu na atmosfera acima da Sibéria, nivelando a centenas de quilômetros quadrados de floresta. 

O asteroide 2012 DA14 foi descoberto no final de fevereiro de 2012 por astrônomos do Observatório de La Sagra, na Espanha e de acordo com os últimos cálculos se aproximou da Terra no dia 15 de fevereiro de 2013, quando fez um rasante a apenas 27 mil quilômetros do nosso planeta. Apesar de ser uma distância bem pequena as chances de impacto contra a Terra são desprezíveis, estimada em zero na Escala Torino, que vai até 10. No entanto, a aproximação estimada para fevereiro de 2040 será de apenas 448 km de altitude. Estima-se que 2012 DA14 tenha 57 metros de comprimento e uma massa de 120 mil toneladas. Se atingisse nossa atmosfera produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska* , ocorrido no início do século 20 acima da Sibéria. 

O Evento de Tunguska foi uma queda de um objeto celeste que aconteceu em uma região da Sibéria próxima ao rio Podkamennaya Tunguska em 30 de junho de 1908. A queda provocou uma grande explosão, devastando uma área de milhares de quilômetros quadrados Publicado em: 29 de janeiro de 2013 às 11:21 

O que diz a Bíblia Sagrada:

"O terceiro anjo tocou a trombeta. Caiu então do céu um astro enorme, ardendo como um facho. Precipitou-se sobre a terça parte dos rios e nas fontes de água. O nome do astro é Absinto. E se converteu em absinto a terça parte das águas. Muitos homens morreram das águas que se tornaram amargas. O quarto anjo tocou a trombeta. Foi ferida então a terça parte do sol, da lua e das estrelas, de sorte que escureceram em um terço. O dia e a noite perderam uma terça parte de seu brilho. O quinto anjo tocou a trombeta. Vi uma estrela que caíra do céu sobre a terra. Foi-lhe dada a chave do poço do abismo. Abriu o poço e do poço subiu uma fumaça como a fumaça de um grande forno. O sol e o ar escureceram por causa da fumaça do poço."

 (Livro do Apocalipse – São João).

 “E sobre os homens caiu do céu uma grande saraivada, pedras quase do peso de um talento”

 Ap16.21pp. 


As visitas de gigantes espaciais à Terra transformaram nosso planeta. Dois exemplos de consequências de impactos são a formação da Lua e o extermínio dos dinossauros. Acredita-se que nosso satélite natural tenha sido originado a partir da colisão de um asteroide do tamanho de Marte com uma "Proto terra", há 4 bilhões de anos. Outro asteroide famoso é o que dizimou os dinossauros há 65 milhões de anos. Com 10 quilômetros de diâmetro, o impacto originou a Cratera de Chicxulub, a terceira maior do mundo, com 180 quilômetros de diâmetro. Estima-se que as maiores crateras, Domo de Vredefort (300 quilômetros de diâmetro), na África, e Sudbury (250 quilômetros), no Canadá, também tenham sido originadas por um asteroide com cerca de 10 quilômetros de diâmetro. 

Mas objetos ainda maiores podem ter entrado na rota terrestre. Crateras ainda não confirmadas na Groenlândia (100 quilômetros de largura, que podem ter chegado a 600 quilômetros) e na Terra de Wilkes (480 quilômetros de diâmetro), na Antártida, podem ser resultado do impacto de corpos celestes de 30 quilômetros de diâmetro e 45 quilômetros, respectivamente. “O tamanho da cratera está relacionado fisicamente com o tamanho do asteroide que causou o impacto”, afirma Denton Ebel, chefe da Divisão de Ciências Físicas e curador do Departamento de Ciências Planetárias do Museu Americano de História Natural. 

Mesmo assim, é difícil saber com certeza quais foram os maiores asteroides a impactarem a Terra. De acordo com Ebel, a crosta oceânica mais antiga tem apenas 250 milhões de anos, e os maiores impactos em continentes possuem mais de 250 milhões de anos. “Nós só podemos ter certeza dos maiores impactos nos continentes, mas não nos oceanos”. Daniela Lazzaro, astrônoma pesquisadora do Observatório Nacional (ON), explica que, nas primeiras fases da formação do Sistema Solar e da Terra, houve muitos impactos que acabaram formando os planetas, e essa fase durou milhares de anos. 

Segundo Jorge Ricardo Ducati, doutor em Astrofísica e professor do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a taxa de colisões foi muito alta no período inicial do Sistema Solar, pois havia muito material no meio interplanetário. “A Terra tem sido bombardeada por corpos celestes (asteroides, cometas, meteoritos) de tamanhos variados, desde poucos metros até dezenas de quilômetros de diâmetro, desde a sua formação”, explica Alvaro P. Crósta, professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O geólogo argumenta que a maioria das crateras formadas por essas colisões não sobreviveu, devido à dinâmica geológica da Terra, muito intensa. Assim, apenas as crateras mais novas encontram-se parcial ou totalmente preservadas. 

Teoricamente, um corpo celeste pode colidir com a Terra em qualquer local ou região. No entanto, lembra Crósta, em grandes planícies desérticas, como em Austrália, Rússia, Canadá, África e Estados Unidos, há uma quantidade maior de crateras. De acordo com Fernando Roig, doutor em astronomia e pesquisador do Observatório Nacional (ON) especialista em asteroides, o que acontece é que, nessas regiões, as crateras ficam mais preservadas do que em outras, em função dos diversos processos de erosão que ocorrem na superfície da Terra. “As crateras conhecidas se concentram em algumas áreas onde as rochas são antigas o suficiente para preservá-las, e são raras em regiões de rochas mais jovens, como o piso do oceano”, justifica o geólogo Jay Melosh, professor na Universidade Purdue (EUA). Daniela aponta ainda outro fator: “Nas regiões pouco povoadas e desérticas, as crateras são mais facilmente reconhecíveis. Em regiões com densa vegetação, como a Amazônia, por exemplo, as crateras são mais difíceis de serem identificadas”. 


De acordo com dados mantidos sobre crateras no mundo, a América do Sul tem menos registros de crateras do que os continentes do norte. Crósta explica que as idades da maioria das crateras brasileiras ainda não está definida. A única que conta com determinação precisa é o Domo de Araguainha (GO-MT), com 245 milhões de anos, entre o Permiano e o Triássico. Com 40 quilômetros de diâmetro, é a maior cratera da América do Sul e a 16ª maior do mundo. Outra cratera conhecida no Brasil, também do Triássico, é a da Serra da Cangalha, no Tocantins, com 12 quilômetros de diâmetro. Mesmo que o registro destas crateras date de milhões de anos atrás, isso não significa que um corpo celeste não possa cair no Brasil, ou em qualquer região, nos próximos anos. 

Se as estatísticas se confirmarem, vai demorar até que um asteroide como o que vitimou os dinossauros coloque em risco a nossa espécie. De acordo com Daniela, estima-se que um asteroide de 10 quilômetros de diâmetro deva colidir com a Terra a cada 100 milhões de anos; de 100 metros, a cada 10 mil anos; de 1 metro, a cada ano; e de 1 milímetro, a cada segundo. 

Alguma coisa está acontecendo em nosso sistema solar e afetando nosso planeta. Nunca se viu tantos meteoros e meteoritos na nossa historia como nos últimos três anos, mais especificamente entre os anos de 2011 a 2013. Podemos supor, como varias opiniões encontradas na internet, que hoje dispomos de um sistema de comunicação mais avançado,  o que propicia maior divulgação deste fenômenos. Porém não percebemos que a internet já existe ha mais de 10 anos, assim como os aparelhos celulares com as mídias que conhecemos e mesmo assim não havia tantos registros de aparições de meteoros como agora. 

O que mais me assusta é como tudo está acontecendo. Nada é divulgado pelas mídias tradicionais, governos e principalmente pelos astrônomos. Outros meteoros caíram em outras partes do mundo como Argentina, Estados Unidos, Japão e outros locais. E quanto aos cometas o Lemmon e Panstarrs que estavam visíveis no céu e ninguém disse nada? Não  houve nenhuma reportagem sobre o assunto. 




Fontes: 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cinturão de Fotóns

O nosso Sol é a oitava estrela da Constelação das PLEIÂDES (Também conhecida como Aglomerado Estelar M-45) - localizada a aproximadamente 28 graus da constelação de Touro - e leva 25.920 anos para completar uma órbita ao redor de Alcyone, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios (mudança do começo das estações a cada 2.160 anos, a partir de 2.013 a PRIMAVERA começa em 21 de AGOSTO para nós do hemisfério sul) . A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160 anos, tempo de duração de cada era "astronômica" (Era de Peixes se iniciou em 148 a.C., a de Áries 2.308 a.C., etc.). 

Descobriu-se também que Alcyone , o Sol Central das Plêiades, tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, cuja fonte é o SOL (a divindade criadora do nosso universo local) CENTRAL da nossa própria galáxia, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons. Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo de que ainda temos pouco conhecimento científico na Terra. O nosso sistema solar orbita o Sol Central das Plêiades, Alcyone (estrela maior e mais brilhante na foto) dando uma volta completa (um ANO SOLAR) a cada 25.920 anos, sendo que a data de 21 de dezembro de 2012, FINAL do Calendário MAIA marca o final de um desses anos solares. 

Em astronomia também é conhecida como o Aglomerado estelar aberto M-45, as Sete Irmãs, a Constelação das Plêiades, com os sóis / estrelas principais de Alcyone, Maia, Electra, Taygeta, Atlas, Pleyone, Celaeno, Asterope e Merope. Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca o início de uma expansão de consciência para a parcela da humanidade em evolução, para além da terceira dimensão. A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou o início desta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão. A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por 2.160 anos no anel de fótons, ficando exposto à energia de Alcyone, carregada pela energia do sol central da galáxia.. A última vez que a Terra passou por ele foi durante a "Era de Leão", há cerca de doze mil anos. 

Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros 2.160 anos dentro deste disco de radiação. Então todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros. 

A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão. Talvez por isso os hinduístas chamem de "Era da Luz" os tempos que estão por vir. 

Desde Agosto de 1987, o Sistema Solar vem entrando gradativamente no cinturão de fótons e a partir de 1998 a sua metade já estará dentro dele, movimento que se completa em 21 de dezembro de 2012, quando então todo o sistema solar estará imerso no Cinturão de Fótons (Luz) durante os próximos 2.160 anos, dando inicio a uma nova Era de Luz.

 A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançando, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz e sob o efeito de sua enorme energia. De acordo com a cosmologia maia e azteca e de outras culturas milenares, 2.012 também é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas e também é um final de ciclo de 224 milhões de anos, em que toda a Galáxia em que residimos dá uma volta completa sobre seu próprio eixo, quando completa UM ANO GALÁCTICO. 

O ano de 2.012 encerra vários ciclos dentro de ciclos maiores, dentro de outros ciclos maiores, etc . . . Humbatz Men, autor indígena e um grande Xamã de origem maia, fala em "Los Calendários" sobre a vindoura "Idade da Luz". 

Bárbara Marciniak, autora de "Mensageiros do Amanhecer", da editora Ground and "Earth", da The Bear and Company e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu "A Agenda Pleiadiana", da editora Madras, receberam várias canalizações de seres das Plêiades a respeito dessa nova era que se inicia em nosso sistema solar com grandes mudanças ocorrendo em nosso planeta. 

Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e nas preparações tanto física quanto psíquicas que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional. Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão. Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas além do mundo da forma. 

Desde o final da década de oitenta, na verdade DESDE AGOSTO DE 1987 quando a Terra começou a entrar no Cinturão de Fótons, estamos nos sintonizando com outras dimensões e nos preparando no nível de nossas almas para receber a radiação de Alcyone, estrela de quinta dimensão. Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contato com planos mais elevados, a quarta dimensão é atemporal, emocional e não física.

As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização, plano em que vivemos nos últimos 2.160 anos, durante a era de Peixes, que teve início em 148 a.C. e que termina em 21 de dezembro de 2012. 

Segundo as mensagens recebidas das Plêiades, a esfera da quarta dimensão é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte, por exemplo, causar sentimentos de poder e ira. Para realizar esta transição entre diferentes níveis dimensionais é necessária a expansão de nossa consciência, enquanto indivíduos e a nível coletivo, é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais e miasmas da segunda dimensão agregados, em nossos corpos inferiores. 

Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de energias astrais que carregam memórias genéticas e de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram incrustadas e impregnadas devido a antibióticos, poluição, drogas, química ou radioatividade, sentimentos negativos como ódio, luxúria, orgulho, raiva, rancor, etc. 

Foto da galáxia de Andrômeda, nossa vizinha mais próxima e muito semelhante à Via Láctea, a nossa galáxia. O que mantém estes sistemas gigantes em coesão é a imensa energia (luz) que é irradiada do Sol Central (a divindade criadora de todo o sistema) visível no centro do gigantesco corpo galáctico de cerca de 400 bilhões de sóis / estrelas !. Segundo as canalizações, esses miasmas estão sendo intensamente purificados pelo Cinturão de Fótons. Os pensamentos negativos e os estados de turbulência emocional, como o da raiva, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo. Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos - psicológicos astrológicos ou corporais - ajuda a liberar as energias bloqueadas. As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância simpática e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar com um novo campo vibratório que é o cinturão de fótons. 

Ter uma alimentação natural isenta de elementos químicos, viver junto à natureza, longe da poluição dos grande centros urbanos e da radioatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, contribuem para uma transição mais pacífica. Ter boas intenções é essencial, assim como estar em estado de alerta para perceber as sincronicidades que se apresentam e captar os sinais vindos de outras esferas. 

Segundo a Agenda Pleiadiana, de Bárbara Hand Clow, o Cinturão de Fótons emana do Sol Central da Galáxia via Alcyone, o Sol Central das Plêiades, que se localiza eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o quadrante de nossa galáxia ao qual o nosso sistema solar pertence. 

Nós somos os que podem se beneficiar mais com tudo isto. Todos nós, os seres encarnados na Terra estão passando por um processo de iniciação coletiva e como almas nós escolhemos estar aqui nessa difícil época de transição de nosso planeta, para aproveitarmos essa excepcional oportunidade de evolução que reverberará por todo o Universo. 

Os fótons funcionam como purificadores da Alma da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos cada vez mais expostos, dentro em breve estaremos imersos nesta "Era de Luz", depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a atual era do Kali Yuga, a idade do ferro. Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz, finalizando um ciclo planetário de 432.000 anos conhecido como a Idade do Ferro (Kali Yuga) na cultura dos Vedas hindus. Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo e incondicional pela vida. 

Cada um de nós tem um trabalho individual interior para desenvolver que após ser realizado definirá sua posição no trabalho de conscientização da humanidade. As almas cujos corpos não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnadas dentro da terceira dimensão, pois estamos indo para a quinta dimensão e enquanto a quarta dimensão estiver sendo atravessada o processo de limpeza individual e coletivo será muitíssimo acelerado para então ser completado. 

Este período é o que todos os profetas de todas as religiões viram acontecer, nesse final de ciclo disponível para toda a humanidade. Haverá a separação do joio e do trigo durante esse processo de limpeza. As almas que não conseguirem “superar-se a si mesmas” serão retiradas do planeta para recomeçarem sua história em outras esferas planetárias cujo nível de consciência esteja de acordo com a consciência desses indivíduos. 

E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas enquanto estávamos mergulhados dentro da Noite Galáctica. A inteligência (através daqueles que evoluírem para o novo patamar de consciência) desse momento evolutivo da Terra será catalisada para toda a Via Láctea. 

Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 25.920 anos de duração e termina no solstício de verão, no dia 21 de dezembro de 2012 d.C., que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons pelos próximos 2.160 anos, será uma nova era profetizada há muito tempo e conhecida como a nova “Idade de Ouro”. 

Dezembro de 2012: Nasce uma nova era de Luz . . . Consciência é Luz, Luz é Informação, ignorância é escuridão. Na atualidade desvelam-se histórias e acumulam-se testemunhos que apontam os tempos de hoje como apocalípticos, isto é como tempos de revelação divina de coisas que até agora permaneciam secretamente afetos a profetas escolhidos e que escolheram estar com Deus. Hoje a aproximação das realidades Superiores constitui uma possibilidade para a nossa própria consciência e está ao alcance de todos QUE ASSIM O DESEJAREM. Foram idéias desafiadoras como as descritas anteriormente que me colocaram no trilho da descoberta de realidades que me fizeram viajar por novos conceitos e percepções, entre os quais, o cinturão de fótons. 

O cinturão de fótons trouxe-me a chave de múltiplas e fascinantes revelações uma vez que para discernir sobre o cinturão de Fótons foi preciso discorrer, entre muitos outros mistérios, sobre a espiral de Alcyone, as Plêiades, os Maias e o calendário Maia. Alcyone a estrela central das Plêiades, a progenitora de uma das inúmeras espirais estelares da Via Láctea, 

As Plêiades são um grupo de estrelas na constelação de Touro. São visíveis no hemisfério Norte e Sul e consistem em várias estrelas brilhantes e quentes que foram formadas ao mesmo tempo dentro de uma grande nuvem de gás e poeira interestelar. São ainda conhecidas como Aglomerado Estelar M45 e como “Subaru" no Japão e eram sagradas e conhecidas por todas as culturas antigas do planeta, até pelos índios do Brasil, os Tupinambásque às chamavam de Seichu. Na mitologia Grega as Plêiades eram identificadas como as filhas de Atlas que cansadas de serem perseguidas pelo caçador Órion, pediram a Júpiter para transformá-las numa constelação. 

O Cinturão de Fótons é um fenômeno astronômico. Percebido pela primeira vez em 1961, detectado através de satélites. A descoberta do Cinturão de Fótons marca o início da expansão da consciência além da terceira dimensão. A ida do homem à Lua nos anos sessenta simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o Cinturão. 

Sabia-se até então que a Terra move-se à volta do Sol com os outros planetas e luas, que estão todos a girar. Sabe-se agora que cada planeta tem quatro movimentos: 

1. o de rotação - em torno do próprio eixo 

2. o de translação - em torno do sol 

3. o de alinhamento do seu eixo com o eixo do sol ( de preferência tornando-se perfeitamente paralelo) 

4. o movimento cíclico de aproximação e de afastamento do núcleo da galáxia - neste último caso, o planeta simplesmente acompanha o movimento conjunto de todo o sistema solar que, de tempos em tempos, se acerca do seu Sol Central do seu local na galáxia - Alcyone. 

Se considerarmos somente o plano da elíptica, os três primeiros movimentos são percebidos. Se expandirmos a nossa mente para uma consciência galáctica, surge a compreensão desse movimento em espiral (ascensão) em direção a Alcyone. Assim teremos consciência de que: 

a) O sistema solar gira na espiral de Alcione, a estrela central da constelação das Plêiades. Um giro completo de todo o nosso sistema solar leva 25.920 anos. 

b) As Plêiades giram em espiral dentro da galáxia da Via Láctea ao redor do Grande Sol Centralda própria Galáxia . 

c) A Galáxia gira em seu próprio eixo. 

Acima: ANAHATA o quarto Chakra, no coração, a sede e local de residência da alma dentro do corpo humano, um Fóton de Luz que emana do criador e que esta alojado em uma câmara no interior de nosso coração físico: o nosso ser real. 

O Cinturão de Fótons no esquema destacado como banda de fótons é então o nome dado a um gigantesco anel de radiação que fica à volta de Alcyone e do qual é a fonte, localizado na Constelação das Plêiades, cuja origem vem do sol central da galáxia, em torno do qual orbitam o nosso sistema solar e todos os planetas que o acompanham. Este movimento do nosso sistema solar em sentido anti-horário ao redor de Alcyone, é um fenômeno cíclico e a cada onze mil anos o Sistema Solar penetra por 2.160 anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcyone. Na Era de Aquário, que iniciou-se a partir de 22 de dezembro de 2.012, nós ficaremos outros 2.160 anos dentro deste disco de radiação. Para cada órbita completa em torno de Alcyone, o nosso sol, a lua e os planetas atuais mergulham por duas vezes nesse anel de micro partículas de radiação de Fótons ( luz ), uma vez para o norte e uma vez para o sul. (25.920 Anos) Durante esse período o nosso sistema solar passa onze mil anos na escuridão (noite galáctica) por 2.160 anos de Luz (= cinturão de fótons = informação de luz dimensões superiores = Era de luz.) .

Os corpos que viajam no cinturão de fótons tornam-se menos densos, mais multidimensionais, são menos matéria e mais energia. A aquisição da luz limpa os corpos emocionais e intensifica as vibrações do corpo físico. Os sentimentos nesse estado de vibração são impulsos de amor incondicional e não de emoções, o que leva a que todos os seres permaneçam dentro do seu centro. São de quinta dimensão. Já pelo contrário, na noite Galáctica os corpos tornam-se mais densos, materiais e emocionais o que gera experiências com base no carma e por isso em sentimentos duais e emocionalmente complexos. 

É de terceira dimensão tentar materializar idéias e sentimentos dos arquetípicos da quarta. Agora conforme o previsto no calendário maia estamos saindo da noite galáctica. Por isso quem acompanhar o processo vai ficar com corpos cada vez menos densos porque impulsionados pela crescente luz fotônica (transmutação e dissipação de miasmas e sistemas de crenças dos corpos emocionais).

Agora é tempo de compreender que os dilemas que nos dividem e dilaceram são de natureza perceptiva e que a nossa percepção tem vindo a ser manipulada por limitações que nos foram impostas e que aceitamos de bom grado durante os últimos milênios. 

Agora é tempo de desafiarmos as forças que têm controlado a nossa realidade nos transformando em atores ativos e atuando com a equipe dos administradores do mundo da Luz; de desafiarmos os nossos sistemas interiores de crenças em relação ás imagens que nos passaram dos falsos deuses; de recuperar a coragem e a memória, subir ao palco, cortar os véus, remover as máscaras e representar de acordo com o nosso próprio guia interior, a nossa própria divindade.

Fonte:

Protestantismo

O Protestantismo é um dos principais ramos (juntamente com a Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa) do cristianismo. Este movimento iniciou-se na Europa Central no início do século XV como uma reação contra as doutrinas e práticas do catolicismo romano medieval. 

Os protestantes também são conhecidos pelo nome de evangélicos. No entanto, no contexto brasileiro, o nome 'protestante' deve ser usado mais corretamente para se referir às igrejas oriundas da Reforma Protestante, como a Presbiteriana, a Luterana, Anglicana, Adventista e Batista; e o termo 'evangélico' é mais utilizado para se referir aos pentecostais e neo pentecostais.

As doutrinas das inúmeras denominações protestantes variam, mas muitas incluem a justificação por graça mediante a fé somente, conhecido como Sola fide, o sacerdócio de todos os crentes, e a Bíblia como única regra em matéria de fé e ordem, conhecido como Sola scriptura.

No século XVI, seguidores de Martinho Lutero fundaram igrejas "evangélicas" na Alemanha e Escandinávia. As igrejas reformadas (ou presbiterianas) na Suíça e França foram fundadas por João Calvino e também por reformadores como Ulrico Zuínglio. Thomas Cranmer reformou a Igreja da Inglaterra e depois John Knox fundou uma comunhão calvinista na Igreja da Escócia.

Os "reformadores" foram pessoas de vasta cultura teológica e humanista: Calvino estudou em Sorbonne e seu pai era bispo; Lutero foi monge e professor universitário da Bíblia; Zuínglio era sacerdote e humanista. De acordo com o programa dos humanistas, eles buscaram nas fontes da antiguidade cristã as bases para uma renovação religiosa. Lendo a Bíblia e retornando aos Pais da Igreja, descobriram uma nova visão da fé e uma doutrina bíblica cristocêntrica.

Na Suíça de fala alemã, Ulrico Zuínglio, Johannes Oekolampad e outros começaram também uma tentativa de Reforma da Igreja Católica, de caráter mais urbano e enriquecida pelo humanismo de Erasmo de Roterdão.

A Igreja da Inglaterra não se deixou influenciar, no primeiro momento, pelo protestantismo, mas depois de sua quebra com a Igreja de Roma, começou uma aproximação com os ideais Reformados. Atualmente a maior parte das Igrejas da Comunhão Anglicana declaram-se Reformadas.

O protestantismo apresenta elementos em comum apesar de sua grande diversidade. A Bíblia é considerada a única fonte de autoridade doutrinal e deve ser interpretada de acordo com regras históricas e linguísticas, observando-se seu significado dentro de um contexto histórico. A salvação é entendida como um dom gratuito (presente, graça) de Deus alcançado mediante a fé. As boas obras não salvam, sendo resultados da fé e não causa de salvação. O culto sempre é no idioma vernáculo e em sua grande maioria é simples tendo como base as Escrituras Sagradas. 

O protestantismo histórico, conserva as crenças cristãs ortodoxas tais como a doutrina trinitária, a cristologia clássica, o credo niceno-constantinopolitano, entre outros. Os protestantes expressam suas posições doutrinais por meio de Confissões de Fé e breves documentos apologéticos. A Confissão de Augsburgo expressa a doutrina Luterana. As confissões reformadas incluem a Confissão Escocesa (1560), a segunda Confissão Helvética (1531), a Confissão de Fé de Westminster (1647), os 39 Artigos de Religião da Igreja da Inglaterra (1562), etc. As Declarações de Barmen contra o regime Nazista e a Breve Declaração de Fé da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos são exemplos de declarações de fé recentes.

O ensino religioso, tem como base o estudo de catecismos. No Luteranismo faz-se uso dos Catecismo Maior e Menor de Lutero. O catecismo de Heildelberg e o Catecismo Maior e Menor de Westminster são utilizados pelas Igrejas Reformadas, como a presbiteriana. O protestantismo rejeita parte das doutrinas que caracterizam o catolicismo tais como: o purgatório, a supremacia papal, as orações pelos mortos, a intercessão dos santos, a Assunção de Maria e sua virgindade perpétua, a veneração dos santos, a transubstanciação, o sacrifício da missa, o culto às imagens etc.

O protestantismo, em maior parte, segue a doutrina Agostiniana da eleição. Estabelece que a salvação é pela graça (favor imerecido) de Deus. Para os protestantes a autoridade da Igreja está vinculada a obediência da palavra de Deus e não à sucessão apostólica. Assim sendo, a Igreja cristã existe onde se escuta e obedece a palavra de Deus.

O protestantismo se disseminou principalmente nos meios urbanos e através da nobreza. A difusão das ideias protestantes foi facilitada pela invenção da imprensa, que tornou possível a divulgação e a tradução da Bíblia nas línguas vernáculas. Desde então, as doutrinas cristãs passaram a necessitar do aval bíblico.

No Concílio de Trento, os bispos católicos partidários de Roma optaram por limitar o aceso laico as escrituras, proibindo a tradução da Bíblia para o vernáculo e impondo a Vulgata em latim como a única Bíblia autorizada e aumentando o índice de livros proibidos aos fiéis (Index Librorum Prohibitorum).

A "Reforma" Protestante alcançou êxito em muitas áreas da Europa. Em sua forma Luterana é predominante no norte da Alemanha e em toda a Península Escandinava. Na Escócia surgiu a Igreja Presbiteriana. As Igrejas Reformadas também frutificaram nos Países Baixos, na Suíça e no oriente da Hungria. 

Com o desenvolvimento dos impérios europeus , principalmente o Império Britânico, nos séculos XIX e XX o protestantismo continuou a se expandir, se tornando uma fé de escala mundial. Atualmente mais de 600 milhões de pessoas professam alguma das diferentes manifestações do protestantismo no mundo.

O protestantismo assumiu três formas básicas: a luterana, a reformada (calvinista) e a anglicana. O protestantismo não possui organização centralizadora, porém suas igrejas estão organizadas em igrejas nacionais e em concílios internacionais tais como a Aliança Mundial de Igrejas Reformadas e a Federação Luterana Mundial.

O trabalho missionário do século XIX levou a cooperação interdenominacional e consequentemente ao movimento ecumênico do qual surgiu o Conselho Mundial de Igrejas. 

Fora desse protestantismo, que muitos estudiosos denominam "protestantismo magisterial", surgiu outro ramo que se distinguiu tanto do catolicismo como das igrejas protestantes de caráter histórico-nacional. Este ramo recebe o nome de Reforma Radical. O historiador George Williams distingue as seguintes correntes dentro desta reforma: espiritualistas, racionalistas e anabatistas. Os anabatistas rechaçaram a união da igreja e estado e repudiaram o batismo infantil, constituindo-se em igrejas independentes ou segregadas. 

A maior aportação à modernidade descansaria em sua persistente promoção da separação entre a igreja e o estado, a liberdade religiosa pessoal e o exercício de um governo plenamente democrático em suas congregações.


As diferenças entre a doutrina católica e a doutrina da maioria dos grupos protestantes é grande. Genericamente, as suas divergências mais significativas dizem respeito ao papel da oração e das indulgências;  à comunhão dos santos; à doutrina do pecado original e da graça; à predestinação; à necessidade e natureza da penitência; e ao modo de obter a salvação, com os protestantes a defenderem que a salvação só se atinge apenas através da fé (sola fide), em detrimento da crença católica de que a fé deve ser expressa também através das boas obras (essa grande divergência levou a um conflito sobre a doutrina da justificação).

Há também diferenças importantes na doutrina da Eucaristia e dos outros sacramentos (os protestantes só professam o Batismo e a Eucaristia, além do rito sacramental da confirmação, também conhecido como catecumenato ); na existência do Purgatório; no culto de veneração à Virgem Maria e aos santos; na forma de interpretação (com os protestantes a defenderem a interpretação pessoal ou livre-exame das Sagradas Escrituras) e na composição do Cânone das Escrituras; no papel da Tradição oral; na própria natureza, autoridade, administração, hierarquia e função da Igreja (incluindo o papel da Igreja na salvação); no sacerdócio; e também na autoridade e missão do Papa.

Contudo, visto que entre as denominações protestantes há diferenças consideráveis, de alguns setores do Anglicanismo, aproximam-se do catolicismo, autointitulando-se como anglo-católicos. Recentemente, o diálogo ecumênico moderno levou finalmente a alguns consensos sobre a doutrina da justificação entre os católicos e os luteranos, através da Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação (1999). Além disso, esse diálogo trouxe também vários consensos sobre outras questões doutrinárias importantes, nomeadamente entre os católicos e os anglicanos.

O Protestantismo nasceu da tentativa de implantar a doutrina da salvação somente pela fé (e a negação do purgatório), no seio do Catolicismo. A sua automática rejeição por parte da Igreja, deu nascimento ao Protestantismo, que consequentemente viria a negar mais tarde não apenas a doutrina católica a respeito da justificação, como também juntaria um amontoado de erros ao seu credo. 

Por exemplo o calvinismo mais tarde, como resultado do desajuste causado pela doutrina da Sola Fide (Salvação somente pela fé), negou a existência do próprio livre arbítrio humano, caindo em um determinismo assustador que na pratica transforma Deus no causador de todo mal e responsável pelas tentações do homem. Um Deus dualista, que é tanto bom, quanto mal. O que era antes apenas uma questão controversa, sobre matéria de como o homem se justifica diante de Deus, se transformou mais tarde em toda uma religião montada para ser a antítese do Catolicismo. A negação do purgatório, do valor das obras, a Comunhão dos Santos, a visibilidade da Igreja, o Primado do Sumo Pontífice, etc, se juntaram rapidamente ao arsenal de heresias com o objetivo de atacar a Igreja.


As doutrinas de característica protestantes foram todas explicitamente negadas pelos Santos Padres da Igreja do seculo I ao VIII. Negada também por maioria dos Teólogos Medievais. E por qual razão as pessoas ainda fazem parte de uma religião como essa, que claramente é "fake"? A resposta é simples, na maioria delas são vitimas de ignorância religiosa. Acreditam que essa maneira de crer, sempre existiu, mesmo antes da Igreja Católica "mudar" o Evangelho de Cristo, e centralizar todo o culto cristão em volta do Papa. Toda essa grande mentira, contada com o maior ar de naturalidade do mundo. Em muitos países as seitas protestantes, são tratadas assim: Como seitas, não igrejas.